“— Um homem me pediu pouso. Era como você quando chegou aqui naquela primeira tarde. Sabia dele como sabia de você. Não perguntei nada e tratei das suas feridas. Os olhos dele não paravam de me fitar. Tinha fome e comeu muito. Quando dormiu, vi o seu abandono. Os homens, quando dormem, não escondem nada.”
“A faca correu pelas mãos de todos os ciganos. Quem a segurava, tremia. Pouco guardava do antigo brilho. Aquela luz cega de morte, que horrorizou Francisca e lhe deu força para lutar com os tios maternos.
— Eu compreendo o ódio de vocês — tentou falar calmo Anacleto Justino. — Mas respeitem a casa e as leis da hospitalidade. Sobretudo, quando esta hospitalidade é para um irmão.
Luiz e Pedro choravam. Pela primeira vez, desde que aprenderam que choro envergonha.”
