
(sobre James Joyce)
Sua maneira de se expressar era desinflamada; não via utilidade em superlativos. Descrevia até os piores acontecimentos como “aborrecimentos”. Nem mesmo “um grande aborrecimento”; não passavam de “aborrecimentos”. Acho que ele não gostava da palavra “muito”. “Por que dizer ‘muito bonito’?, ouvi-o reclamar certa vez. “‘Bonito’ basta.”