Ouvi um debate acalorado entre dois professores sobre os modos mais cômodos e eficientes de arrecadar dinheiro sem escorchar demais os súditos. O primeiro afirmava que o método mais justo seria aplicar impostos sobre vícios e loucuras; a soma determinada para cada pessoa deveria ser estabelecida do modo mais justo através de um júri formado por seus vizinhos. O segundo era de opinião diretamente oposta: taxar as boas qualidades de corpo e mente daqueles homens que valorizam a si mesmos; o valor deveria ficar mais ou menos de acordo com os níveis de excelência; a decisão seria deixada totalmente a cargo deles mesmos.
(retirado da PARTE 3 – UMA VIAGEM A LAPUTA, BALNIBARDI, LUGGNAGG, GLUBBDUBDRIB E JAPÃO)





